26 abril 2007

resumindo...

Sair de casa já faz parte
Me acostumei com a saudade
Até que é bom,só faz fortalecer
Vôo longe, mas tô perto
Tudo certo enquanto formos um
Aonde eu for, vou sempre com você

Toda noite eu sonho em te ver
Rezo a Deus pra nos proteger
E os anjos nos guardarem
De qualquer dor que o coração sofrer

Sair de casa já faz parte
Ao voltar, vai a saudade
É bom saber que logo vou te ver
Tô mal-acostumado
Viciado em te ter ao meu lado
Aonde eu for,vou sempre com você


Toda noite eu sonho em te ver
Rezo a Deus pra nós proteger
E os anjos nos guardarem
De qualquer dor que o coração sofrer

Não me sinto só
Tô com você
Não se sinta só
Tô com você

16 abril 2007

Você me liga, eu atendo;
você me chama, eu acudo;
você me pede pra entrar, eu deixo;
você me envia, eu respondo;
você me enlouquece, eu te acalmo.

Um dia eu quero não atender, não acudir, não deixar, não responder, não acalmar...
Tem dias que a gente quer só ter o direito de não ser o que todos esperam...
Por que não pode ser hoje?

Por que você não me deixa na minha, fechada na sala trabalhando minha paciencia, trabalhando no meu computador, trabalhando a minha cabeça...

Eu preciso de silencio e tenho o direito de ficar muda...

Me deixa vai?! Antes que eu exploda!!!!!
Hoje eu não quero ser a boa filha, não quero atender o celular, não quero abrir meus emails, hoje eu não quero!
Hoje eu quero me dar o direito de não ter paciencia, quero ter a chance de esbravejar e tirar essa carga que andaram colocando nas minhas costas. Quero mandar tudo pra longe, pra onde eu não consiga resolver, quero ter outro assunto, quero sentar na janela e ler um livro, quero poder ficar deitada o sabado inteiro esquecida pra eu lembrar q eu existo.

Hoje me deixa "ser sozinha", me deixar ficar na minha, me larga na esquina...
Me deixa!
Que eu preciso ser eu, preciso ser livre, preciso gritar, preciso me amar...

Dá licença?!

13 abril 2007

querido...sempre!!!

A vida é louca...é imensa... já dizia Cazuza...

Eu volto de um bar feliz. Sorriso no rosto, alma recomposta, coração inquieto de ternura e alegria pela amizade....

Meu amigo de longa data... de tantas historias... tanta memória ...

Tanto por falar...

Nem um minuto em silêncio... novidades, segredos, inquietações, terapeuta...

Aquelas coisas q vc receia em contar e logo pensa: ahh pra que guardar pra mim? Ele é tão brother... que não tem pq não falar de uma vez...

Puft palavra proferida, entendida e discutida de forma contundente, ampla e dinâmica...

Menino de muitas palavras, amigos e amores... Menino de águas fortes, de ondas de emoções... De vida por viver. Da ânsia por isso e aquilo!

Menino que mora no meu coração!!!

Amizade que vai além da ordem...Vai loooonge, longe...

Onde poucos podem acompanhar, e menos ainda seguir pelo mesmo caminho, pq nossas almas se encontraram lá pela época do ginásio... Numa paixão avassaladora dele por ela.. Soube disso, incrivelmente, ano passado....

De qualquer forma, hoje, depois de muitas e boas, porque não foram poucas, as almas se reencontram e dividem experiência, interesses culturais, amores familiares, carnais, banais... Sexo.

Sim... Somos feitos de carne, alma e pensamento...

Falamos sobre o muito e o pouco que a vida tem a oferecer... E nos deparamos com situações comuns pros dois lados da moeda... Conversamos pelos banheiros dos cavalheiros e das damas refletindo que a carência é mutua, é igual e real...

O que nós mulheres sofremos, sim, eles também sofrem... Pra nosso alívio e desespero pensamos parcialmente seguindo o mesmo fluxo de idéias e pendências...

Saímos dessa mistura de assuntos e fases mundanas falando... “Ainda temos muito pra falar... não foi nem metade do que carregamos dentro do peito!!!”

Amanhã tem mais... com direito a filme roots e cervejinha depois pra continuar viajando pelas historias e ânsias dessa e de muitas vidas passadas... pq esse encontro não é de hoje, definitivamente,

Pra vc amigo, meu abraço carinhoso! A admiração que tenho por seu empenho é tamanha!!!

Um beijo enorme... nessa alma iluminada!

12 abril 2007

errantes navegantes!

"... E o barco me navega por "águas turbulentas" no coração, sinto as minhas próprias e alcanço a calmaria temporária ao ler que somos livres pra errar e é errando que somos livres.... Errante Naná... O que é errar? Não seria nós mesmas nos julgando ou agindo contra os nossos conceitos? Será que se revêssemos nossos conceitos, conseguiríamos ver o que precisamos para o erro ser um acerto?..."
(Ana Carolina Zanetti)

Brilhante! bordando o erro com linhas bem desenhadas e coloridas. Ponto a ponto, chegando a um desenho final encantador que me move a pensar que errar é digno, é humano.
Faz parte do show da vida!

Erremos, almas livres e navegantes desse mar de acertos!!!

Um beijo ao Necas!

09 abril 2007

alma q derrama pedacinhos por ai....

"...Mas o menino me disse uma vez que o choro podia ser entendido como a alma vazando, quando ela cresce demais e acaba escorrendo de dentro da gente..."
Trecho roubado da minha veterana de blog e de facul: Dê!!! (pra quem quiser ler e admirar as pirações e afins: http://coisasaovento.blogspot.com)

Achei lindo... poético!!!

Logo escrevo sobre isso... afinal ainda não conheci pessoa que derrama alma por ai tanto quanto eu!
Ufa! Haja lencinho....

beijos... Boa semana...
A minha tá corrida que só...!!!

07 abril 2007

texto pra Liz!!!

O que muda aos dezoito?

Faz algum tempo que passei por esse numero, por essa fase, por esse ano brilhante da considerada idade da responsabilidade, da maturidade e do crescimento.

Etapa superada: a da adolescência. A partir dos dezoito, dizem que seremos mais corretas, que a vida muda, que a cabeça pensa diferente...

Tudo balela!!!

Cada um tem seu tempo... minha mãe aos 57 é mais moleca do que eu muitas e muitas vezes... Ela ri de coisas bobas que eu não vejo graça – eu sou séria... e levo a vida a sério... não deveria mas o andar dos fatos e acontecimentos me fizeram assim, fazer o que?!

Sendo assim a maturidade, a responsabilidade vem com o tempo, com a vivencia, não com um numero: 18! Grande coisa...

O negócio é seguir pelo rumo... deixar que o prumo se faça por si só. Que a idade não seja sinônimo disso ou daquilo.

Mantenha-se moleca, pirralha, metida a besta ou o que você quiser ser....

Dezoito anos de liberdade pra escolher e muitos outros pela frente pra você mudar de idéia ou manter-se.

Hoje te desejo sorriso aberto, abraço apertado, cerveja gelada e amigos sempre....

Amanhã te desejo tudo isso guardado numa gavetinha num lugar especial do coração, pra você lembrar como era a sua vida aos dezoito, quando tiver a minha idade, a dua sua mãe, sua avó...

Um beijo enorme pra menina que escreve, pra aquela que eu não conheço pessoalmente, pra aquela que completou 18 anos de liberdade de escolha!!!!

05 abril 2007

Você é feliz?

02 abril 2007

ê laiáááá....

Escrevi com carinho, postei com jeitinho...

E recebi um: “não tenho o que falar....”

WHAT?????

Não tem o que comentar?? Eu falando que admiro o jeito, o empenho. Digo que gosto da conversa, que me diverti horrooooores togheter...

Amizade... é disso que falo, caso não tenha atingido total entendimento das letras...

Nossa... confesso que perdi o rumo, não tive resposta e achei melhor “deixar pra lá”, enquanto queria mesmo é apagar tudo e fingir que não escrevi....

Fazer o que?! Se a recíproca não é a mesma...

Tiro o time de campo... corro pro vestiário, troco de roupa, de idéia e abstraio o ocorrido!

31 março 2007

Sexta-feira... Viva!!!

Chegou o dia mais esperado pra descontrair, sair e divertir. E a energia que eu tinha na segunda-feira foi se perdendo pela semana, pelos telefonemas, pelo tempo sentada em frente a essa tela...

Sexta: não trabalhei como deveria e não me empenhei como queria...Meu corpo não deixou e a cabeça empacou!

À noite – oba – reunião do escritório. Amigos, conhecidos, desconhecidos...

Conversa daqui, dali... Um crepe, um copo de cerveja gelaaaada, um abraço das crianças, um cutucão do parça de trabalho. Enfim, eu estava em casa.

De repente me vejo conversando com uma pessoa que nunca tinha visto na minha vida, típico daquelas situações que o santo bateu, gostou e ficou.

Mas não foi só isso. Ela, assim como eu, sente a mesma falta de pai presente, vivo, real.

Conversamos tanto tempo que não vi mais nada, nem me preocupei em falar alto, baixo, muito, pouco ou até mesmo de repetir que sentia saudade. Mostrei a tatuagem que eu adoro escancarar, só pra poder explicar o que ela significa e emendar contando alguma peripécia do figuraça! Nessa, incentivei a Lu (só depois fui saber o nome dela) a fazer uma também pra poder olhar, lembrar e contar.

Me fortaleci, não posso negar. Uma mulher de 40 e tantos anos que já convive com a ausência do pai há 3 anos e ainda chora no carro indo pro trabalho. Ufa! Sou normal!

Pra finalizar o xixi apertou e na volta : “vamos embora antes que a gente desabe de chorar aqui???” Um abraço e palavras de incentivo pra sobreviver à falta e a convicção de nunca esquecer aquele que foi nosso herói, amigo, cúmplice.

No fim das contas tomei mais cerveja do que pretendia e misturei a dita com o remedinho-tira-fome-e-ansiedade. Conclusão: sai da festinha, liguei o som e mandei aquele ‘buá’ básico!!!

.......

nem eu agüento mais, garanto!

27 março 2007

saúde pra natureza!!!

Vamos olhar pro mundo com carinho que ele merece...

Ontem assisti Fantástico. E boommm... que tragédia na Holanda, no Brasil, no mundo. Será que as pessoas ainda acham que o mundo vai ficar intacto aos maus tratos que estamos oferecendo?

São detalhes tão simples. Dá pra começar devagar, não jogando lixo no chão. Quando vejo aquele panaca do carro da frente arremessando lata, papel, seja lá o que for na minha frente, me dá uma vontade de fazer o cidadão engolir o que jogou. Parar o carro e dar um chilique daqueles...

Acho até que o cuidado com o futuro vai além do pensamento quanto à natureza. Podemos rondar pelos assuntos dos idosos, das crianças... A educação desse país ta mais capenga que manco na areia.

Ao mesmo tempo em que as escolas não ensinam porcaria nenhuma, em casa, as crianças não são educadas como devem ser. Falta de respeito com os mais velhos, frescura pra comer toda e qualquer coisa colorida sem corante - o negócio é comer fandangos e tomar coca. Grande porcaria... E isso ai dentro do seu estomago? Pra que serve?

Será que os pais não vêem isso?

Tem muita criança gorda hoje em dia. Tudo resultado de má alimentação e sedentarismo.

Não deve haver mais graça em brincar de pega-pega, esconde-esconde. O pega agora é pegar a amiguinha no canto, dar um amasso... e sei lá mais o que essas crianças já fazem hoje em dia.

Devo estar ficando velha, mas na minha época infantil e adolescente as coisas não funcionavam assim. E não faz muito tempo que saí desse estágio evolutivo.

Ta, ta bom, você que ta lendo deve estar me achando uma quadrada, chata e ranzinza usando o blog pra reclamar do mundo. Mas é exatamente o contrário o que eu pretendo.

Eu quero passar pra quem lê, pra quem se interessa que o mundo ta em nossas mãos e estamos deixando que ele escape pras bandas do aquecimento global, do degelo dos pólos, a poluição dos rios...

Vamos nos cuidar!!!

20 março 2007

Reunião com cliente!

Tô cansada...

Andei feito um zumbi pelo shopping, saindo de reunião com um cliente - que virou amigo – e indo comprar pão pra jantar com a mãe.

Queria saber o q cada pessoa que passava por mim tava pensando... muitas me olharam e será que também queriam saber o que tinha acontecido comigo? Com aquela cara de: é hoje o dia foi difícil!!!

Andei pelas prateleiras do supermercado, procurando ver o rosto dele, com os olhos rasos, quase transbordando... Calma, chorar no super é muito fim de carreira...

Me segurei, entrei na fila, mergulhada na cestinha vermelha e azul do Big. Não vi ninguém, não me importei em sorrir pra caixa.

Enquanto a lerdeza contava as moedinhas, eu só ouvia as duas da frente matracando feito doidas um assunto pelo qual não me interessei e me entreti um pouco com o dilema do senhor atrás que queria levar uma mala verde, que tava sem preço, mas ele achava que era o mesmo valor da preta.

Ahh vovô esperou chegar no caixa pra saber o preço?? E o pessoal ai atrás?? Eles vão ficar meio tensos com o senhor, já que as filas estão bombando...

Bom, no fim das contas acabei me abraçando no egoísmo e fui embora sem tentar ajudar. Queria ir embora, desabar com a mãe e comer os pães.

O cliente me abriu os olhos. Sem querer me mostrou que sabia de mim, que entendia a minha maneira exigente de trabalhar, do meu perfeccionismo exagerado. E acabamos ali entre um café e uma água conversando como amigos.

Não abrimos o projeto, aliás, foi sobre o que menos comentamos.

Falamos sobre a vida de estudante, do começo da carreira, sobre a hora de parar...

Sai dali atordoada com tudo que ele sabia sobre minha postura como profissional. Até perguntei: “mas ta assim tão estampado na cara que eu to superando meus limites?”. Ele responde você ta trabalhando muito florzinha! Está abatida e precisa de tempo pra vc...É nítido”

Tempo pra mim??? Que horas???

Não quero parar de correr atrás dos sonhos, dos projetos, do futuro...A minha hora de lutar pela profissão é agora! Como q eu faço???

Até agora não tive a resposta, mas que a reunião na noite de uma segunda-feira chuvosa valeu a pena...ahhh isso valeu. Adotei um amigo e terapeuta!

06 março 2007

Vale ler...

Arnaldo Jabor, com sua desenvoltura imensa, intensa, compensa abrir o Caderno C do Correio de hoje.
Seu texto: "Onde está o Neo-amor?" vale umas boas consultas ao analista e resolve -espero, ufa!- a insatisfação diária da procura pelo amor.
A frase que resume e confunde: "O amor hoje é um cultivo da "intensidade" contra a "eternidade". É o fim do happy end."

Pra se pensar, como tudo que Sr. Jabor nos traz a tona.

05 março 2007

segundona sincera!

Quando o dia não anda, o celular não toca e a auto-estima...Opa!!!

Auto-estima? Cadê você querida???

Ia falar sobre você agora mesmo. Sumiu? E-eiii...

Tudo bem...pode ir eu nem ligo!

Retomando... quando o dia não anda, o celular não toca, o computador não ajuda, nem a musica toca o ritmo certo ... Eu tenho vontade de subir, despir e dormir.

Masssss... de repente sobe a plaquinha do msn... Ahhh amiga era você mesmo que eu precisava ler hoje.
Conversa vai, conversa vem e o assunto comum entre nós-nós- vem à tona. blablabla, piriri, pororó...a gente se convenceu –mesmo que aparentemente- que somos ótimas, que não podemos ficar assim tão “meia-boca” e que hoje ainda é segunda feira, ou seja, temos a semana toda pra retomar essa tal auto-estima perdida por ai.

Ela sai...offline...hora do almoço! E eu fico aqui, boboca, passada, pensando...

Ta, ta legal, eu sei que tenho coisas ótimas. Mas uma das duas eu que me compõe briga com a outra e a convence que eu sou uma “chata-de-galocha”, sem sal, sem graça, sem porcaria nenhuma que surpreenda!

A outra eu, tadinha: fica confusa, perdida, querendo conforto em qualquer coisa que não seja a eu do mal.

Poxa! Nem eu mesma me ajudo!

Vamos fazer um pacto? "Eus"? Ahh agora vocês se escondem?? Todo mundo resolveu sumir assim, de repente??

Vai, vou falar quem sabe vocês ai ouvem.

"Eus" queridas dos meus dias e noites de confusão e alegria entrem num acordo de paz pelo bem da "eu total" que voz fala! Que tal?

Ãhhh?? Fechou?? Ahh que ótimo!

Ufa! Vamos ver se elas são mulheres de palavra.


Boa semana pra nós!

ps.: a historia do eu de lá e de cá é inspirada no blog da Paula: ela-a outra eu dentro de mim.

04 março 2007

parapoetisando....

Na falta de palavras próprias, uso de Drummond pra expressar minhas inquietações!!!

"Viver não dói!
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas
por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade..
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Pois as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão..."

Carlos Drummond de Andrade

25 fevereiro 2007

Comi demais... e ainda tô com fome!
Desse jeito minha ansiedade vai me transformar numa baleia!

afffffeeeee
É muito bom saber que tem pessoas me lendo.
A idéia aqui é escrever pra desabar em algum lugar, derrubar letras soltas, cantarolar o amor, chorar a saudade e desbravar a vida!!!

Fico muito feliz em ver: "1 comentário" !!! E quando esse coment é um elogio???
Ganho o dia, a semana...




24 fevereiro 2007

entretanto...

Em contrapartida posso sim colocar óculos pra astigmatismo paterno e ver outro foco, outro ponto, outra questão.

Às vezes me pego sorrindo sozinha bem do tipo de quando estamos apaixonados?
Pois é, é bem parecido, mas o gato em questão é meu pai, então nem se emploguem em pensar besteirices...

Esse riso gostoso que pousa no meu rosto me enleva pelo dia, me envolve de ternura, me aconchega no seu colo e me abraça em ti.
Riso de história boa, de aventura dividida e de gargalhada expandida.
Rio de tudo que me lembre você, de tudo que me aproxime, de tudo que me mantenha sua filha pela vida, pela morte, pelo sim, pelo não.
Nada me abala a estrutura. Sempre você, pela eternidade, pelos meus pensamentos, pela minha estrada, minha jornada, minha história.

ô saudade apertada, me lasca um sorriso pra ficar mais leve!

pra não ter sentido! se é que precisa...

escrevo com o coração, com a alma, com a saudade que me consome.

inexplicável o que é sentir esse nó amargo.

inexplicável como as lembranças se tornam o único bem deixado por quem se foi. Se é que se chamaria de bem. Talvez jóia exprime melhor o que significam as memórias, as palavras ditas, as lições consumadas.

inexplicável o que ninguém se arrisca em explicar.

Saudade pra sempre!
saudade todos os dias!
Mas cada dia encarada de maneira diferente, de manhã pode ser doce, a tarde amarga e a noite insuportavel.

Depende...do que o coração pensa e a cabeça sente!

23 fevereiro 2007

Só ele!

Hoje a saudade me pegou de jeito, me amarrou e ficou!

Saudades de tudo, da voz, da mão, de ouvir o assobio, de assistir filme junto, de ouvir o barulho da latinha -dele- abrindo (juro que é diferente), de ouvir um conselho, de ouvir historia na mesa da cozinha, com a bunda doendo no banquinho.

Saudade de te ver, de te abraçar, de apertar, de sentir, de ouvir, de desenhar -no meu melhor- pra você elogiar meu traço, pra me dizer que arquiteto desenha assim, assim e assado. Que engenharia e arquitetura vão estar sempre em lados opostos porque um sabe mais disso o outro daquilo, mas que arquiteto, no fim das contas, nunca sabe nada!

Pra me provocar, me fazer pensar na profissão e me ensinar a ver as coisas criticamente.

Dá vontade de gritar um palavrão bem alto pra ver se resolve.

Pra ver se o nó da garganta se desfaz e essa enchente lacrimal vai embora de vez.

Quando o meu dia é ótimo, cheio de história boa, experiência, reconhecimento disso tudo que você me ensinou, eu queria chegar e te ver sentado à mesa. Garrafa aberta, copo de cerveja pela metade, com espuma e você apertando a tampinha, viajando nos seus pensamentos...

Queria ficar ouvindo e ouvindo suas peripécias. Até chegar aos assuntos de coração: sobre a vó, o amor louco pela minha mãe, o começo da sua carreira profissional...sobre qualquer assunto falado, sentido, vivido por você.

Nesse fim noturno, como de costume, sairia de fininho com olhos cheios d’água, bochecha vermelha e amor transbordando pelas palavras.

*

Momentos que nunca escapam da memória!